Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas, Farmacêuticas, Abrasivas e Resinas Sintéticas de Sorocaba e Região

Imprensa

09-Set-2020 10:42
Auxílio Emergencial

Auxílio emergencial de R$ 300 não compra cesta básica

Segundo coleta de preços do Dieese, em agosto a cesta mais cara do país foi a de São Paulo, ao valor de R$ 536. A mais barata, de Aracaju, ficou em R$ 398.

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrou alta de preços na maioria das cidades pesquisadas em agosto. De um total de 17 capitais, 13 registraram aumento do valor da cesta. Outras quatro capitais registraram queda em relação a julho.

Com base no custo da cesta básica mais cara do país, de São Paulo (única capital em que há coleta presencial de preços), o Dieese calculou o salário mínimo necessário em agosto para atender às necessidades de uma família de quatro pessoas, dois adultos e duas crianças. O valor ficou em R$ 4.536,12, 4,34 vezes o mínimo vigente de R$ 1.045.

A custo da cesta em São Paulo registrou alta de 2,90% na comparação com julho. No ano, o preço do conjunto de alimentos aumentou 6,60% e, em 12 meses, 12,15%

Nos últimos dias, o governo anunciou a redução do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300. Chama a atenção também, no levantamento do Dieese, o fato de o valor do auxílio ser insuficiente para comprar até mesmo a cesta mais barata do país. O menor valor da cesta em agosto foi registrado para Aracaju: R$ 398,47, ou seja, R$ 98,47 acima do novo valor do auxílio emergencial.

Exportações

Tiveram elevação de preços leite, manteiga, óleo, arroz e carne, alguns dos itens mais consumidos pelos brasileiros no dia a dia. Como mostramos em matéria anterior, a alta do dólar contribui para essa elevação, pois os produtores preferem exportar.

“Se olhar pontualmente para os produtos, vai ver que tem uma questão ali na oferta. Que bom que a gente exporta, a nossa carne é boa, de qualidade. Mas o brasileiro consegue comer uma carne de primeira?”, comentou Patrícia Lino Costa, supervisora de preços do Dieese.

Itens básicos

O arroz, um produto básico e cuja alta tem incomodado muito os brasileiros, registrou aumento de preço em 15 capitais em relação a julho. Os destaques foram Porto Alegre (17,91%), Campo Grande (13,61%) e Goiânia (10,56%).

A carne também continua subindo. Em 12 capitais, o valor médio da carne bovina de primeira registrou alta: variou de 0,59%, em Aracaju, a 8,89%, em Campo Grande.

O valor do óleo de soja apresentou alta em todas as capitais em agosto, com destaque para Campo Grande (31,85%), Aracaju (26,47%), Rio de Janeiro (22,39%) e Porto Alegre (21,15%). A soja, matéria-prima do óleo, é um dos principais produtos de exportação brasileiros. Segundo o Dieese, as demandas interna e externa pelo produto têm aumentado sua cotação.

Os preços do leite integral e da manteiga tiveram aumento em 16 e 12 capitais, respectivamente. As elevações nos valores do leite variaram entre 1,43%, em Brasília, e 11,10%, em Curitiba. Apenas em Vitória o preço ficou estável. As altas no custo da manteiga ficaram entre 0,26%, em Salvador, e 5,73%, em Goiânia.

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