Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas, Farmacêuticas, Abrasivas e Resinas Sintéticas de Sorocaba e Região

Imprensa

20-Dez-2016 08:31

Um ano difícil e de muita luta

O ano de 2016 vai ficar marcado no calendário como um dos anos mais difíceis para os trabalhadores, em razão da crise política e econômica e do atual governo, que somente pensa em retirar direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

O Brasil, que viu inúmeros avanços sociais e trabalhistas nos últimos anos, agora vê minguar as conquistas que foram conseguidas com muita luta.

O Congresso aprovou a  PEC 55 (Proposta de Emenda Constitucional) do governo golpista de Michel Temer, que irá congelar por 20 anos investimentos na saúde, educação e no salário mínimo.

Em meio ao mar de lama envolvendo a classe política, a presidente Dilma Rousseff sofreu o impeachment, sem nunca ser provado que ela tenha cometido uma falcatrua. Já o governo atual, está todos os dias nas manchetes dos jornais estampando a corrupção que assola o nosso país.

Esse governo golpista quer acabar com a classe trabalhadora, permitindo a terceirização de serviços da atividade fim, o que vai achatar mais ainda os salários. Outro plano é realizar a Reforma da Previdência. Neste sentido, mais uma vez quem vai pagar a conta são os companheiros e companheiras, que terão que trabalhar mais para terem direito a receber um salário achatado, já que a ideia é que os aposentados não tenham mais o reajuste vinculado com o salário mínimo.

Direitos históricos, como o 13º salário, férias, entre outros estão sendo ameaçados de serem tirados da CLT. O patrão vai continuar explorando os trabalhadores e cada vez pagando menos. Por outro lado, o trabalhador trabalhará mais e, talvez, nunca verá a cara da aposentadoria.

Todos esses problemas refletiram em nossa campanha salarial. Os patrões, alegando problemas financeiros, relutaram em conceder reajuste, além de tentarem retirar direitos, como a PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

Todos os sindicatos filiados à Fequimfar (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo) lutaram bravamente para que, pelo menos, os patrões concedessem o reajuste que cobrisse a inflação, para garantir o poder de compra dos trabalhadores. Com muito custo alcançamos essa meta, mas tivemos que ceder no sentido desse índice ser dividido em duas vezes.

Somente com a união dos sindicatos, que ameaçaram parar as máquinas, caso o reajuste não cobrisse a inflação, fez com que os patrões concedessem o aumento. Numa mostra de união e força das entidades na defesa dos direitos dos trabalhadores.

Neste ano também perdemos companheiros de luta que, com certeza, farão muita falta para nós, porque não é fácil encontrar pessoas do bem que tenham como único objetivo defender os trabalhadores.

Por isso, companheiros e companheiras, se tiramos algo positivo deste ano de 2016, é a união e a força da nossa categoria, que não deixou  o nosso sindicato abaixar a cabeça e o fez continuar lutando pelos direitos dos trabalhadores.

Para 2017 a luta não vai parar.

O Brasil deve continuar em crise e os novos prefeitos e vereadores eleitos terão que enfrentar esses problemas, mas a população deve estar atenta e cobrar as promessas. Da nossa parte, prometemos não amolecer e nos fortalecer para enfrentar os maus patrões.

Que em 2017 continuemos unidos e fortes.

Feliz Natal e Próspero Ano Novo.

Carlos A. dos Santos
(pres. do STI Químicos de Sorocaba e Região)

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